Era uma vez uma banana. Uma banana muito amarela e alegre, que passeava pela floresta. A alegria da Doninha era contagiante. Tão contagiante que de 100 em 100 metros tinha de parar para dar uma cagadelazita. Soube-lhe tão bem! Uma cagadelarita sabe tão bem, de vez em quando, para pensar, reflectir e até ler um livrito, principalmente se estiver com prisão de ventre. A doninha sempre ouvira dizer que ler durante o acto de defecar ajudava a relaxar. E, de facto, andava tão stressada! Eram os problemas com o macaco e com a vaca… andavam todos chateados uns com os outros. Mas um dia, chegou o mestre Ras Michel Seen. O mestre disse-lhes que não se podiam chatear uns com os outros. E para que isso não voltasse a acontecer, o mestre ensinou os seus novos followers a entrar em contacto com Jah. Era a sua maior preocupação, contactar Jah, falar com ele, convidá-lo para um café. Foi ver as páginas amarelas e não o encontrou. Encontrava Jeová, Jaciró, Jacaré… mas o número dele era o 45! Jaciró passou a noite inteira a pensar em como iria arranjar uns sapatos de nº45. «Mas porque é que tens uma patonga dessas?» – pensava ele. E Jacaró pensou… pensou… pensou… Pensou tanto que acabou por morrer. Tudo porque…”a pensar morreu um burro…” Estava na altura de fugir! Estava era cansado das pernas… Mas tinha de ser! Levantou-se cheio de genica e saiu de casa. Foi pensar, pensar em todas as coisas que ia fazer «Vou escrever um livro» – pensou, decidido. Sentou-se num banco de jardim, encostou-se, pegou na mala e sacou a sua arma mortífera: a colher. Todos tremeram ao ver a colher, pois era com certeza a colher destruidora de pudins, que qualquer pudim conhecia das histórias que as mamãs lhes contavam ao deitar. Com um movimento rápido e eficaz, arrebatou todos os pudins, arrancou-lhes o caramelo da vida e devorou-os sem piedade.
Por Dinilila